O Butiá no Distrito Criativo

O Butiá no Distrito C

Patrimônio ambiental do Distrito Criativo

Uma das nossas linhas de ação é a pesquisa, valorização e divulgação do patrimônio ambiental que se encontra no Distrito Criativo. A vegetação nas praças, ruas, canteiros, jardins e quintais é parte muito importante na criação de um território de artes, cultura, educação, moradia, lazer, ocupação de espaços públicos, etc.
Ver Ações (4. Patrimônio Ambiental).

O butiazeiro, nossa palmeira primordial

Na pesquisa que fizemos sobre a vegetação nativa, descobrimos que há aproximadamente 325 mil anos, chegaram os primeiros butiazeiros ao do Sul do Brasil e a Porto Alegre, antes disso só existiam plantas de pequeno porte. Por volta de 250 mil anos atrás, chegaram os maricazais, arbustos, nas baixadas úmidas. Finalmente, há apenas 5 mil anos, chegaram as árvores frondosas, como as figueiras.

Portanto, a primeira “árvore” a chegar foi o butiazeiro, uma palmeira, nossa árvore mais antiga e mais nativa, formando savanas-parque, antes das florestas, que constituíram a Mata Atlântica. Hoje o butiazeiro, que forma butiazais, ou palmerais,  se estende de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, sendo encontrada também no Paraguai, Argentina e Uruguai.

Obs: na verdade, tecnicamente, as palmeiras não são árvores, mas estamos usando o termo num sentido coloquial, informal, ou seja, como um vegetal de grande porte, maior que um arbusto.
Existem registros da família das palmeiras que comprovam a sua existência há mais de 120 milhões de anos, estão entre as plantas mais antigas do mundo. E segundo Elisane Schwartz (2008), “os butiazeiros constituem as populações mais austrais deste tipo de planta de toda a América e praticamente do mundo inteiro”.

Os butiazeiros pertencem à família Arecaceae, que inclui no mundo cerca de 200 gêneros e 2000 espécies, sendo que no Brasil ocorrem 40 gêneros e 200 espécies (SOUZA; LORENZI, 2005).Os representantes desta família mais conhecidos no Sul do Brasil além dos butiazeiros, são os jerivás (Syagrus romanzoffiana)  e juçaras (Euterpe edulis).

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Butia odorata, a espécie nativa que se encontra no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina.

Espécies de butiazeiro no Rio Grande do Sul: Butia capitata, B.odorata, B. eriospatha, B. paraguayensis e B. yatay (ROSSATO, 2007).

A espécie mais característica no RS e nos países vizinhos  é o B. odorata, o B. capitata é mais característico de Minas Gerais, onde é conhecido como coquinho-azedo.
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Butia odorata no RS, Uruguai e Argentina.

O maior butiazal contínuo do Rio Grande do Sul, com cerca de 70 mil butiazeiros (butia odorata), alguns com 300 anos, fica a menos de 100 quilômetros de Porto Alegre, na Fazenda São Miguel, no município de Tapes, no limite com Barra do Ribeiro.

O conjunto  ocupa uma área de 700 hectares (aproximadamente o tamanho do 4º Distrito, em Porto Alegre, onde se localiza em parte o Distrito C). É o que sobrou da vegetação que ocupava  grandes extensões no estado há milhares de anos, quando o clima era mais frio e seco.

Butiazal de Tapes

Butiazal de Tapes

Veja a entrevista, de 2010, ao programa Terra Sul,  da TV Nativa, da proprietária, Nair Heller de Matos, de 90 anos, seu marido e filha, falando sobre a origem da reserva na Fazenda São Miguel. O butiazal da fazenda é sagrado para a família da proprietária, Dona Nair conta “que era bem criança quando as pastagens da fazenda foram destruídas por uma nuvem de gafanhotos, mas os butiazeiros permaneceram intactos. “Isso aqui é uma reserva de Deus”, disse ela, repetindo a frase pronunciada pelo seu pai logo depois da assustadora passagem dos insetos bíblicos. Na época, por volta de 1928, a fazenda aproveitava a folha do butiazeiro para produzir crina vegetal para estofamento de colchões e sofás.” (Revista Globo Rural)

Veja a reportagem de dezembro de 2012,  na seção Nossa Terra, do Jornal do Almoço, sobre a Fazenda São Miguel.

Veja também esse belo vídeo-documentário, “Amamos o Butiá”, produzido pela Embrapa, sobre os butiazeiros no Rio Grande do Sul e sua importância para a biodiversidade.

O butiá e seus diversos usos

Além de ser a primeira “árvore”, o butiazeiro é uma palmeira que produz um fruto, o butiá, como outras palmeiras, entre as quais a tamareira, uma palmeira originária do norte da África, que se espalhou pelo Oriente, que produz a tâmara, ou outras palmeiras no Brasil, como o coco-da-bahia, o dendê, a pupunha, o açaí,  o buriti, a guariroba e o tucumâ. Aparentemente, o butiazeiro dura tanto quanto uma tamareira – séculos.

O florescimento se dá entre dezembro e janeiro, em especial, na primeira semana de janeiro. A maior produtividade da fruta se dá nos meses de fevereiro e março, quando um indivíduo produz diversos cachos, em especial, na última semana de março.

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A diferença é que o butiá, apesar de ser um dos frutos nativos mais antigos na nossa região é pouco conhecido por nós mesmos, principalmente em Porto Alegre, e, quando conhecido, não recebe praticamente nenhum valor. Ao contrário, muitas vezes vemos os butiás no chão, esmagados, manchando as calçadas.

O Rio Grande do Sul tem cerca de 150 espécies de plantas nativas com frutas alimentícias, em grande maioria desconhecidas.

Os frutos podem ser bem ácidos, mas também doces, e atrativos para a fauna, especialmente pássaros. A polpa dos frutos é rica em carotenoides, provitamina A, vitamina C e proteínas. Jacques Pertuzzati e Zambiazi(2007) verificaram conteúdo de β-caroteno no butiá inferior à pitanga, mas superior ao mirtilo e à amora-preta.

Quanto ao teor de potássio (K) o butiá apresenta 1.800 mg/100g, equivalente ao teor da acerola, 1883 mg/100g. No estado de Minas Gerais é utilizado na merenda escolar.

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No entanto, no passado foi muito mais importante. Segundo a crença de algumas tribos indígenas brasileiras, o butiazeiro é uma árvore sagrada. O nome indígena “butiá” é derivado do tupi-guarani ‘mbotia’ que por sua vez vem de ‘mbo’ fazer, e “tia” dente curvo, alusão aos dentes que guarnecem lateralmente o pecíolo da folha do butiazero.

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O simbolismo da palmeira

Um gênero de palmeira, a Phoenix, era sagrada nas religiões da Mesopotâmia e no Egito Antigo representava a imortalidade. Um ramo de palmeira era dado como prêmio aos atletas vencedores na Grécia antiga e na Roma antiga era um dos atributos mais comuns da vitória pessoal. Na simbologia cristã representava a vitória dos mártires e a espiritualidade.

Segundo o biólogo Marcelo Rossato, da Universidade de Caxias do Sul, o poder nutracêutico do butiá era conhecido dos índios, que carregavam a amêndoa em sua embalagem natural – o coquinho – em suas caminhadas. Estudos de etnobotânica identificaram os sinais de uma “rota butiazeira” do Rio Grande a Foz do Iguaçu.

Ainda hoje podemos ouvir certas expressões típicas nossas, como “me caiu/caíram os butiá do bolso”, expressando surpresa, espanto, como “ficar de queixo caído”, pois é uma fruta pequena, dando a ideia de que quando se para de supetão, eles facilmente caem dos bolsos. Expressa esse momento de perplexidade, às vezes somado à incredulidade e mesmo frustração, quando nos deparamos com a realidade nua e crua.

Mas os butiazeiros no Rio Grande do Sul estão em perigo. Segundo a Fundação Zoobotânica (FZB), com o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), o butiá é uma das 804 espécies em risco, segundo levantamento realizado em 2014.

A chegada da pecuária, há mais de 300 anos, alterou as relações entre animais e plantas, segundo E. Schwartz (2008). Além disso, butiazais foram eliminados para dar lugar à monocultura do arroz irrigado. Os butiazeiros só serão conservados pela valorização econômica e social do dessa planta nativa e, especialmente, através do consumo dos seus produtos.

Faz poucas décadas o butiazeiro ainda era conservado, pois com a crina vegetal se enchiam colchões e móveis estofados, em indústrias específicas para isso. Com a chegada da espuma sintética, a planta perdeu essa finalidade.

“À semelhança do que ocorria nos butiazais do Uruguai por volta das primeiras décadas de 1900, também no RS a folha do butiazeiro era utilizada na indústria de colchões. Era a exploração comercial da folha seca dos butiazeiros, chamada então de crina vegetal.” fonte

“Houve tempo que Tapes foi considerado o maior produtor mundial de crina vegetal. Se exportava para o mundo todo, pois ainda não haviam inventado as atuais espumas para fabricação de colchões.” Foto abaixo, produção de crina vegetal década 60. (Créditos: ‪Paulo R C Pecker / Gente de Tapes)

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Produtos do Butiá

Mesmo sendo hoje pouco conhecido na capital, no interior, com seus frutos, alaranjados, se faz muitos produtos tradicionais, como suco, xarope, geleia, licor, sorvete, picolé, iogurte, cachaça, caipirinha, doces em calda, pães, bolos, bombom, mousse, arroz de butiá,e vinagre, e das sementes, comestíveis, se extrai um óleo.

No Uruguai, era uma prática comum, até a proibição legal em 1939. a extração do “mel da palma”. A amêndoa, ou coquinho, torrada e moída, era utilizada para fazer o “café do coco”.

Suco natural de butiá, feito a partir da polpa. Foto Jorge Piqué

Suco caseiro de butiá. Foto Jorge Piqué

Geleia caseira de butiá. Suco natural de butiá, feito a partir da polpa. Foto Jorge Piqué

Geleia caseira de butiá.  Foto Jorge Piqué

Mas o uso mais conhecido no sul do Brasil é como adoçante de cachaça, seu formato mais antigo, visível ainda em garrafas nos balcões e prateleiras de armazéns e bares do interior ou de arrabaldes.

 

Cachaça caseira de butiá.

Cachaça caseira de butiá.

 Butiá no Uruguai

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No pais vizinho, o Uruguai, o butiazais são mais protegidos que no RS. Desde 1939, se proíbe cortar qualquer butiazeiro, e seus produtos são mais valorizados. Mas há um sério problema de regeneração dos butiazais ou palmares.

Reportagem sobre os butiazais no Uruguai e a biodiversidade ligada e eles.

Veja reportagem do programa Un Sabor me Trajo hasta aquí, da rede Tele Sur, do Uruguai, que mostra o butiá como uma gastronomia nativa.

Butiá nos Estados Unidos

palm-fruit-jelly-chontaduroEm 1957 a espécie Butia capitata foi introduzida na Flórida e se produz uma geleia, chamada palm fruit jelly, nos Estados Unidos. Nos EUA é também conhecida como Pindo Palm. Colômbia também produz uma geleia parecida e exporta para o EUA, conforme foto a esquerda.

 

 

O butiazeiro no Distrito C

O butiazeiro está presente também na cidade, é parte da vegetação que compõe o nosso patrimônio ambiental urbano, o que alguns autores chamam de “floresta urbana”. A Prefeitura de Porto Alegre valoriza essa árvore e é uma das espécies nativas usadas na arborização das ruas da cidade. Portanto, a presença de butiazeiros nas ruas do Distrito C qualifica nosso território e queremos que sejam plantadas mais mudas, especialmente no caso de substituição, quando alguma árvore for retirada, por questões de segurança, ou doença. É uma palmeira nativa, especialmente resistente ao frio.

No Distrito C temos ainda alguns butiazeiros, tanto nas ruas como nos quintais.
Na imagem abaixo, vemos o músico Leo Ferlauto e a artista visual Barbara Benz, ambos participantes do Distrito C, ao lado de um butiazeiro muito antigo, pelo tamanho, na R. Dr. Vale, quase na esquina com a Av. Cristóvão Colombo.

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Butiazeiro no Distrito C (13/02/2015). Foto Jorge Piqué

Uma das nossas propostas de ação coletiva é o mapeamentos dos butiazeiros no Distrito C, marcando sua localização em um Google Maps..

Caipirinha de Butiá no Distrito C

Caipirinha de butiá; Foto Endinara Siqueira

Caipirinha de butiá. Hotel Íbis Styles.  Foto Endinara Siqueira

Para tornar o butiazeiro mais conhecido e valorizado, como parte do patrimônio ambiental no território do Distrito C, escolhemos a caipirinha de butiá, deliciosa e fácil de fazer, como o primeiro produto gastronômico, marcando nossa identidade territorial.

Os locais de gastronomia e turismo que participam do Distrito C oferecerão caipirinha de butiá aos seus clientes. Bares, restaurantes, cafeterias, hostels e hotéis terão em seus menus de bebidas algum tipo de caipirinha de butiá como uma forma de mostrar uma valorização de nossos produtos nativos, já que caipirinhas de limão, morango, maracujá, kiwi, etc., já são conhecidas em todo o Brasil.
Haverá também suco de butiá para os que não bebem bebidas alcoólicas.

O Distrito C é um projeto de inovação que procura valorizar nossa própria história, memória e identidade, oferecendo a moradores e turistas uma experiência diferente. Abaixo, nossos locais que oferecem caipirinha e suco de butiá.

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Hotel Íbis Styles

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Cantina Famiglia Facin

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Bar Tempero Rosa

Salao-1
NB Steak

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Porto Alegre Hostel Boutique

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mapa

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Hotel Íbis Styles lançou o Margarita Frozen de Butiá.

Em eventos do Distrito C, procuraremos, sempre que possível, oferecer ao público a caipirinha de butiá, como forma de criar uma identidade gastronômica ligada a esse território da cidade.

Eventos no Distrito C com Caipirinha de Butiá

  1. No Encontro Distrito C, no Hotel Íbis Styles, do dia 19 de maio de 2015, os participantes puderam provar a nossa caipirinha de butiá, como teste, e foi totalmente aprovada.
Encontro Distrito C no Hotel Íbis Styles (19/08/2015)

3º Encontro Distrito C no Hotel Íbis Styles (19/08/2015)

2. No Bazar Floresta, organizado por La Casa de Bernarda Alba, participante do Distrito C, que trabalha com mobília de época e objetos de decoração, no dia 4 de julho de 2015, vendemos para o público apenas meia dose de caipirinha de butiá, como teste. Vários repetiram.

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3. Na terceira edição do Bazar Flores, da La Casa de Bernarda Alba, dia 8 de agosto de 2015, entre 11hs e 12hs, vendemos doses de caipirinha de butiá, para um público de várias idades e todos aprovaram, vários repetiram.

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4. No mesmo dia 8 de agosto, no Arteando C, o Festival de Artes e Culturas do Distrito Criativo, que aconteceu no CC100, vendemos doses de caipirinha de butiá, a partir das 19hs, durante a apresentação na calçada, da banda Gautama, que finalizou o evento. Vários repetiram.

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Banda Gautama

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Caipirinha de Butiá na Mídia

O Jornal Floresta publicou em junho de 2015 uma reportagem especial sobre a linha de caipirinha de butiá no Distrito C.

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Veja a reportagem completa.

Desenvolvimento da linha do butiá

O passo seguinte será introduzir, pouco a pouco, outros produtos gastronômicos do butiá, como sorvete, geleia, etc., de acordo com o interesse dos locais do Distrito C, para reforçar essa iniciativa, que reúne valorização do patrimônio ambiental com inovação gastronômica.

logobelleA Família Bellé Agroecologia & Agroindústria, de Antônio Prado, fornece polpa de butiá, orgânica, para o Distrito C. Uma empresa familiar, com 25 anos, que é um exemplo de plantio agroflorestal de frutas nativas do Rio Grande do Sul, promovendo a biodiversidade, parceira da Embrapa, estudada em algumas teses sobre frutas e plantas nativas, parceira do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural – PGDR – UFRGS e com selos de qualidade, como Sabor Gaúcho, que certifica a procedência dos produtos da agricultura familiar, e a Certificação Participativa de Produtos Ecológicos, pela Rede Ecovida de Agroecologia.

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Polpa de butiá Bellé. Foto Jorge Piqué

Mais informações sobre  a Agroindústria Bellé em Plataforma de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável 2015. Unidade de Coordenação de Projetos da FAO para a Região Sul do Brasil.

Vídeos sobre o butiazeiro e o butiá

  1. Vídeo sobre a presença do butiazeiro em Santa Vitória do Palmar

2. Butiazal de Tapes, maior reserva de Butia odorata.

Bibliografia

Atlas Ambiental de Porto Alegre. Rualdo Menegat (coordenador geral) Maria Luiza Porto, Clovis Carlos Carraro, Luís Alberto Dávila Fernandes (coordenadores adjuntos). Editora da Ufrgs, com patrocínio da Petrobras.

Kinupp, Valdely Ferreira, Plantas alimentícias não-convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS (2007)

Material elaborado pelo Grupo Viveiros Comunitários. Parte 1: Hortaliças. Parte 2: Frutas Nativas

6 comentários sobre “O Butiá no Distrito C

  1. Talvez os amigos não saibam, mas há uma espécia de butiá anã no que sobrou do cerrado de Campo Mourão.
    É uma das espécies mais ameaçadas hoje, com menos de mil exemplares. Todos dentro da urbanização da cidade de Campo Mourão, o que só piora as coisas.
    Quanto aos frutos, não sei. Minha geração não encontrou o suficiente dessas micro palmeiras para ter conhecimento.
    Me contam de uma mini guabiroba deliciosa que houve, mas é outra que nunca vi nem provei.
    Quanto aos micro butiás, ainda dá pra ver alguns da rodovia.

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