Alagamentos, um problema sério do 4º Distrito

Economia Criativa

HISTÓRICO

Desde o início do Distrito C, em 2013, constatamos os alagamentos constantes na região, justamente por isso, fizemos um Google Map, com os pontos de alagamento no bairro Floresta. Cada ponto é clicável e se pode visualizar fotos ou vídeos de alagamentos com suas datas em cada ponto específico.

Alagamentos Floresta

Mapa de alagamentos no bairro Floresta. Clique para visualizar.

Em março de 2014 fizemos uma reunião sobre isso no Maria Rita Caminhos Culturais. Veja aqui mais sobre essa reunião.

Em dezembro de 2015,  enviamos um documento para a Prefeitura com os dados sobre alagamentos e com outras prioridades urbanas do Distrito C. A ideia era que cada um colocasse problemas concretos, bem pontuais, que poderiam ser resolvidos pela Prefeitura.

Nesta época, o segundo semestre de 2015,  a Prefeitura começou a divulgar os seus planos para o 4º Distrito, após uma viagem oficial a Barcelona, mas mesmo assim praticamente nada foi realizado nos anos seguintes, e os alagamentos continuam a prejudicar moradores e empreendedores.

O problema dos alagamentos tem várias causas:

1. É originalmente uma região de banhado.  como ainda é hoje em dia a região das ilhas, do outro lado do Guaíba.
2. O problema se agravou na década de 40, com a abertura da Avenida Farrapos, que criou uma espécie de dique que retém as águas que descem do Moinhos quando chove.
3. O crescente asfaltamento das ruas que descem do Moinhos de Vento diminuiu a retenção natural das águas que vem das partes altas, quando chove.
Com o antigo calçamento de paralelepípedo uma parte das águas das chuvas era absorvida antes de se acumular no bairro Floresta.
4. Foram feitas obras para evitar o alagamento da Goethe no Parque Moinho de Ventos (Conduto Álvaro Chaves-Goethe), concluído em 2008,  e a partir de então os moradores perceberam que essa região ao longo da Farrapos passou a alagar com menos de 5 minutos de chuva, o que antigamente não era nessa
proporção.

Muitas vezes se minimiza o problema afirmando que quando o volume de chuvas é muito grande, especialmente no final ou início de cada ano (novembro-março), o alagamento se forma muito rapidamente, mas é escoado também rapidamente.
Este argumento, no entanto, esquece que se o alagamento invade os estabelecimentos do Distrito C, como estúdios, galerias, de arte, lojas, antiquários, causa danos muitas vezes irreparáveis, além de todo o transtorno da limpeza necessária e a interrupção das atividades.

Tudo isso implica em perdas econômicas dos empreendedores na região, desestimula a continuidade dos negócios e dificulta a atração de novos empreendedores, seja de Economia Criativa, do Conhecimento ou da Experiência, que já tem suas dificuldades próprias e não precisariam se preocupar com um problema que é competência da administração pública.

Um alagamento, mesmo de curta duração, é muito nocivo aos negócios do Distrito C e a Prefeitura precisa mostrar o que está fazendo para pelo menos minimizar todos esses transtornos.

Aqui algumas fotos de alagamentos no Distrito C, registrados pelos participantes.

14 de março de 2012
Local: R. São Carlos, em frente a Praça Florida.

23 de outubro de 2013
Local: R. São Carlos, em frente a Praça Florida e Escola Municipal Meu Amiguinho.

11 de novembro de 2013
Local: Praça Florida, onde se localiza a escola municipal Meu Amiguinho.

25 de fevereiro de 2014
Local: R. São Carlos na altura da Praça Florida, onde estão a escolinha Meu Amiguinho e o Colégio Batista.

Alagamentos persistem 24hs depois da chuva forte do dia 25 de fevereiro de 2014.

Local: R. Emancipação

Local: Esquina da Av. Farrapos com R. Hoffmann

Local: Praça Florida

24 de fevereiro de 2015
Local: Esquina da R. São Carlos com Sete de Abril.

7 de dezembro de 2017
Local: Praça Florida
Nada mudou ….

 

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