Polo Distrito C

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O que é o Polo Distrito Criativo de Porto Alegre

Distrito C já é uma realidade, um Polo de Economia Criativa, Economia do Conhecimento e da Experiência, constituído no momento por 82 artistas e empreendedores, que se localiza em grande parte do lado oeste do bairro Floresta, ao lado do Centro Histórico e dos bairros Independência e Moinhos de Vento, ao sul do chamado “4º Distrito”.

Localização do Distrito C

Localização do Distrito C

Posição do Distrito Criativo no 4º Distrito. Clique para ampliar

Posição do Distrito Criativo no 4º Distrito. Clique para ampliar

like_us_on_facebook_vector_download_3013307O Polo Distrito C é concebido e organizado inicialmente em novembro de 2013 por UrbsNova Porto Alegre – Barcelona, uma agência de design social, cujo trabalho é propor formas inovadoras de organização às comunidades e que tenham impacto social.

Queremos fazer do Polo Distrito C um espaço de participação, experimentação, criação coletiva e inovação, construído a partir dos próprios empreendedores.

UrbsNova integra o Comitê de Economia Criativa de Porto Alegre.

Histórico: O projeto nasceu no início de novembro de 2013, de duas caminhadas que UrbsNova organizou,  entre agosto e outubro do mesmo ano, por partes do bairro Floresta. O encontro com um grande número de artistas e empreendedores criativos nos deu a certeza do potencial da região, pela qualidade humana e profissional que encontramos.

Expedição Floresta 1 (31/08/2013)
Expedição Floresta 2 (05/10/2013). fotos no facebook

Polo Distrito C não é um projeto cultural. É um projeto de inovação social. O que nos motiva é o impacto econômico social e urbano de um coletivo de artistas e empreendedores sobre um território da cidade.

Queremos criar novas formas de relacionamento entre artistas e empreendedores de economia criativa e seu entorno social e urbano, melhorando as suas condições de trabalho, conseguindo maior visibilidade, ampliando a densidade desse tipo de atividade econômica no território, promovendo um ambiente de inovação e atraindo mais visitantes e novos artistas e empreendedores, trazendo, dessa forma, desenvolvimento a uma região da cidade que, nas últimas décadas, esteve esquecida.

Essa é uma ação inovadora e necessária. As linhas artísticas e culturais são esfera de decisão e atuação exclusiva dos próprios artistas e empreendedores. No entanto, sempre procuraremos vincular ação social com arte e criatividade para que o objetivo da ação tenha, se possível, uma forma artística e não apenas funcional.

Localização

Não utilizamos um perímetro rígido, para poder evoluir e crescer no espaço urbano. Não há limites administrativos, para não ser uma área de exclusão, não se trata de um projeto de bairro, como normalmente são as associações de bairro, comerciais ou de moradores.

Inicialmente, a grande maioria dos participantes do coletivo se localiza em uma área aproximadamente entre as avenidas Cristovão Colombo e Farrapos, e desde o Centro até a R. Dr, Timóteo, principalmente no bairro Floresta, mas em parte também no bairro Independência. Esses limites iniciais certamente mudarão com o tempo, a medida que novos participantes se incorporem ao coletivo.

Neste momento o Polo Distrito C se compõe de cerca de 82 artistas e empreendedores em Economia Criativa,  Economia do Conhecimento e Economia da Experiência,  numa área de 100 ha e com extensão de 3 km. Em breve mais empreendimentos e artistas serão convidados a participar no Distrito C.

Saiba mais detalhes do conceito e sua relação com os bairros em Afinal, o que é o Distrito C?

Ecossistema do Distrito Criativo

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Se não conseguiu visualizar o mapa do Distrito C, clique aqui.


Conceitos Básicos

Forma do Polo Criativo

Polo Distrito C é um Parque Urbano Aberto de Economia Criativa e setores econômicos relacionados, como a Economia do Conhecimento e da Experiência. Neste conceito, convivem, em um mesmo território, locais de trabalho, moradia, patrimônio histórico, educação, espaços verdes e de lazer. Um parque urbano aberto com essas características já existe em muitas cidades e é uma opção ao conceito tradicional de zoneamento urbano rígido e parques fechados, separando as diferentes funções (funcionalismo urbano).

Nossa proposta se diferencia por ser a construção de um ambiente urbano de criatividade, conhecimento e inovação a partir da própria comunidade criativa já estabelecida em um determinado território da cidade.

O Mapa da Economia Criativa em Porto Alegre, desenvolvido pela Prefeitura, revela que o Polo Distrito C é o maior cluster neste setor na cidade.

Distrito C na Economia Criativa de Porto Alegre

Fonte: Mapa da Economia Criativa em Porto Alegre (dezembro de 2015)

Segmentação interna

Mas precisamos ter uma ideia clara do que são na sua especificidade esses três setores econômicos. Usamos as seguintes definições ou conceitos operacionais, que serão melhorados, segundo a própria realidade que encontrarmos.

Economia Criativa é a produção e distribuição de bens econômicos cujo valor se deve principalmente a sua natureza simbólica.
Exemplos: artistas plásticos, artesãos, poetas, músicos, atores, designers, arquitetos, galerias de arte, lojas de antiguidades, brechós, etc.

Bolsa de Arte, uma das melhores galerias de Porto Alegre.

Economia do Conhecimento é a produção e distribuição de bens econômicos que tem também uma natureza simbólica, mas cujo valor se deve a sua representação da verdade, à sua adequação à realidade. Divide-se em Pesquisa, Informação e Ensino.
Exemplos: jornais, editoras, agências de conteúdo, cursos de artes, escolas, faculdades, etc.

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Economia da Experiência é a produção e distribuição de serviços que ofereçam ao consumidor  uma experiência física, sensorial ou emocional.
Exemplos: gastronomia, turismo, esporte, etc.

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Na prática, essas economias se misturam muito e é comum uma mesma pessoa atuar em mais de uma área. Por exemplo, um músico profissional é, sem dúvida, integrante da economia criativa, mas se ele ao mesmo tempo abre uma escola com cursos de música, ele passa a ser um empreendedor da economia do conhecimento. Por outro lado, cursos de música também fazem parte do sistema de economia criativa, porque formam os futuros profissionais.
Uma cafeteria seria basicamente economia da experiência, pois trabalha com gastronomia, ou seja, oferece uma experiência sensorial, gustativa, não exatamente uma ideia ou um símbolo (embora em certos casos especiais possa também estar presente), mas pode usar o seu espaço para pequenas exposições de fotografias ou pinturas, e seria também um espaço de circulação de produtos ou obras da economia criativa.

Além disso, a própria realidade do Distrito C nos leva a considerar que além de “pontos” de economia criativa, do conhecimento e da experiência, distribuídos por um território, existem também “espaços” múltiplos, multiuso, onde podemos encontrar reunidas diversas atividades de um mesmo setor, ou inclusive, atividades dos três setores. Esses espaços, que chamamos “Casas Criativas”, tem um papel muito importante na dinamização do território do Distrito Criativo.

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esporo.cc é uma casa com tipos diferentes de economias acontecendo ao mesmo tempo, criativa (artes), do conhecimento (cursos) e da experiência (comidas).

O que dividimos em três setores de economia – criativa, do conhecimento, da experiência – tem na verdade um grande denominador comum: são atividades econômicas que oferecem produtos ou serviços que tem principalmente um impacto mental, em nível simbólico-emocional. A mente é o consumidor dessas economias, seja porque desfruta assistindo a um jogo de futebol, se instrui lendo um livro de cálculo ou frui uma apresentação artística.  Todas se realizam em um nível mental, mas são construídas de formas diferentes, exigem capacidades diferentes de seus agentes, como um jogador de futebol (experiência) é diferente de um violoncelista (criatividade) e ambos distintos de um pesquisador em polímeros ou de um jornalista (conhecimento).

Todas essas economias, a criativa, a do conhecimento e a da experiência, formam no território um ecossistema único, onde cada parte se apoia mutuamente e por isso, apesar de deixar claro o que é cada uma delas, o Distrito C inclui esses três setores que atuam num mesmo território.

Observação: a mente está indiretamente envolvida em todas as atividades econômicas, mas tratamos aqui apenas de três setores muito específicos, diretamente associados a mente. Existem outras atividades econômicas que atuam diretamente sobre a mesma base mental. Por exemplo, o uso de drogas pela psiquiatria  também afeta a mente, mas faz parte de um outro setor econômico distinto, a Saúde. Sem dúvida, a psicologia pode fazer uso instrumental das experiências, do conhecimento e da arte para tratamentos cognitivos, mas também se inclui no setor Saúde. Temos neste caso uma clara ponte entre esses setores econômicos diferentes.

Importância estratégica do núcleo artístico da Economia Criativa

Normalmente as referências à Economia Criativa se fazem dentro de uma simples retórica do crescimento econômico por si mesmo, como uma nova economia que substituirá a etapa anterior, a indústria tradicional, que na Europa e Estados Unidos está perdendo terreno para países como a China. Embora muitos empreendimentos da Economia Criativa tenham esse potencial, que queremos tornar realidade, um diferencial do Distrito C é a valorização das atividades criativas nucleares, como as artes visuais, a literatura e as artes de performance. Este é o núcleo mais criativo de todo o ecossistema, mas o que tem maiores dificuldades econômicas de sustentabilidade. Este núcleo corresponde ao que seria a pesquisa básica na Economia do Conhecimento, da qual todos os avanços tecnológicos rentáveis economicamente, dependem indiretamente. Apoiar e promover o núcleo artístico da Economia Criativa é dar a ela sustentabilidade no longo prazo.

Barbara Benz e Moacir Chotguis são artistas visuais que residem no território do Distrito C.

Barbara Benz e Moacir Chotguis são artistas visuais que residem no território do Distrito C.

Visão

Vemos o Distrito C como um novo território da cidade, com personalidade própria, que não se confunde com bairros, Um lugar onde, cada vez mais, irão se concentrar atividades criativas, provocando, no período até 2020, um impacto benéfico na urbanização dos bairros, na qualidade de vida de seus moradores e no aumento da prosperidade econômica dos empreendedores.

Inovação

Não há uma relação necessária, obrigatória, entre economia criativa e inovação. Algumas das atividades da economia criativa, como o artesanato, podem ser inclusive tradicionais e consideramos importantes também manter tradições, como parte do nosso patrimônio cultural.

No entanto, nossa intenção é somar à densidade criativa que já existe nesta região, através de seus artistas e empreendedores, um aumento da inovação nas suas atividades, seja relacionada às próprias economias criativa, do conhecimento e da experiência, instaladas, seja atraindo inovação tecnológica que se relacione com esses setores, criando e mantendo um ecossistema local de inovação.

Mesmo as atividades eminentemente tradicionais podem usar da inovação e da tecnologia para se apresentar de uma nova maneira e atingir um público maior.

Relações Externas

A coesão territorial é uma vantagem que queremos desenvolver no Distrito C, mas as relações extraterritoriais são também estratégicas para o seu desenvolvimento. É necessário, ao mesmo tempo que adensar o território e aumentar a coesão interna, se abrir para o “exterior”. É o equilíbrio entre as sinergias internas e externas que permitirá ao Distrito C se desenvolver. São basicamente três os tipos de relações externas: com a cidade, com o interior do Estado e outros estados, e com locais  ou cidades no estrangeiro.

– Distrito C e Porto Alegre

Vemos o Distrito C como um novo espaço de criação na cidade, mas que se soma a outros territórios com objetivos parecidos, e com estratégias diferentes. Todos esses territórios e movimentos geográficos deveriam trocar informações e cooperar para transformar Porto Alegre numa referência em economia criativa e inovação. Participação em atividades de outros espaços e convite a participação em nossas atividades deveriam fazer parte de uma colaboração mais estreita entre esses diferentes atores.

– Internacionalização

É importante na estratégia de longo prazo do Distrito C a inserção internacional. Um território de criação pode facilmente fechar-se em si mesmo e começar um movimento isolacionista. Além do contato com outros territórios na cidade, é preciso se conectar às dinâmicas internacionais de outros territórios que existem há muitos anos em outros países e estabelecer um diálogo enriquecedor com eles.

Existem várias possibilidades, uma primeira linha de ação que está sendo desenvolvida é fazer uma conexão com o distrito de inovação de Barcelona, o 22@, pois ambas cidades possuem áreas com um passado muito parecido de industrialização, depois desindustrialização, seguida de decadência urbana, e finalmente a busca de uma revitalização, seja por meio de TICs, como no 22@, seja pela Economia Criativa, como no Distrito Criativo.

Districte de Innovació 22@, em Barcelona.

Em outubro de 2015 estivemos em Barcelona, onde fizemos contato, tanto com o 22@Network, como com o Poblenou Urban District, um projeto semelhante ao nosso, no bairro do Poblenou, Barcelona.

Veja em detalhes nossa proposta de uma aproximação entre Porto Alegre e Barcelona.

– Interiorização

Projeto Distrito C Móvel: Outra forma de relação externa é levar a experiência do Distrito C a cidades do interior, oferecendo arte, eventos, workshops, e, principalmente, ensinando a nossa experiência de criar um território de criatividade e inovação, um modelo que pode ser transferido para outros locais.

12 comentários sobre “Polo Distrito C

  1. Prezados tive conhecimento do 4º distrito através de uma reportagem na Zero Hora. Eu não sabia que resido tão perto desse pessoal com ideias não só criativas, mas de uma completude inovadora. O objetivo da pesquisa sobre o 4º distrito após ter lido a reportagem é em razão de que tenho um trabalho(s) para implementar e preciso reunir designers, jornalistas, relações públicas, engenheiros, sociólogos, administradores e advogados. Gostaria de saber se através desse contato aqui é possível falar com a(s) pessoa(s) responsáveis? Também pergunto se é possível ir no local?
    grata
    aguardo resposta
    MARA R BORGES

    1. Cara Mara, vc pode ver a relação completa dos participantes do Distrito C em

      https://distritocriativo.wordpress.com/empreendedores/

      Quem desenvolve o Distrito C é UrbsNova – Agência de Inovação Social:
      http://urbsnova.wordpress.com/

      Sempre é possivel ir ao local, muitos dos participantes estão abertos em horário comercial.
      Nos sábados 21 e 28 de junho haverá visita orientada ao Passeio das Artes, que é uma parte do Distrito C.
      https://distritocriativo.wordpress.com/passeio-das-artes/
      Um abraço!

  2. Boa tarde,

    Trabalho com imoveis, e gostaria de saber se voces tem uma posição sobre a atual situação do prédio da Importadora Americana, se está a venda, ou foi vendido. Caso tenha sido vendido, se voces sabem para quem. Grato.

  3. Olá gostaria de saber data próximo passeio das artes e se por acaso vocês disponibilizão declaração de horas para servir de aulas complementares. Sou aluna de turismo da Uniasselvi e também moradora do bairro Floresta na rua Pelotas e teria interesse de conhecer melhor o trabalho de vocês.

    Márcia Bilharva

    1. Márcia, a melhor maneira de vc sempre ser avisada sobre as visitas guiadas ao Passeio das Artes é entrar no grupo Distrito C | Agenda Semanal
      https://www.facebook.com/groups/agendadistritocriativopoa

      Assim vc saberá das visitas guiadas e de toda a programação no Distrito C, que está do teu lado inclusive. Por favor, se possível repasse essa informação para os teus vizinhos, queremos muito a participação dos moradores da região.

      Houve um primeiro passeio no sábado passado e agora vamos fazer visitas guiadas nos próximos sábados, inclusive agora no dia 30. Abraço!

  4. Boa noite, pessoal!
    Por gentileza, gostaria de obter maiores informações sobre esse maravilho Distrito, ou seja, como funciona os espaços, locações, valores, etc.

    Fico no aguardo

    Muito obrigada

    Kátia

    1. Obrigado pelas palavras Kátia, toda a informação sobre o Distrito C estão nessas páginas do blog. Não locamos, não cobramos valores. Apenas divulgamos a oferta normal no território. Nosso trabalho é apoiar os artistas e empreendedores já instalados nessa região. É um coletivo de empresas de economia criativa, do conhecimento e da experiência, com muitas linhas de ações, veja acima no menu da página os links com mais informações.
      Um abraço!

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